Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.
Alberto Caeiro
quinta-feira
Subscrevo...
Já cheguei a achar que o problema era meu. Que a ignorância de imperfeições nos casamentos ideais que me rodeavam não passava de uma abstracção minha às vidas dos meus amigos. Para dizer a verdade, que é um hábito que eu aprecio mas nem sempre pratico, sou um pouco cândida nessa área. Se se derem ao trabalho de fingir que está tudo bem (o que as pessoas têm um talento natural para fazer), eu acredito. Fico contente com as vidas que aparentemente calharam em sorte às pessoas de quem gosto, e não estou à procura de fendas na sua felicidade. Aceito-a como ma apresentam. É por isso que ainda me surpreendem com divórcios repentinos (para mim, que não divido a casa com eles) e me chocam com abruptos desabafos de problemas graves na relação. A diferença entre a surpresa e o choque reside apenas nisto: surpreende-me que se divorciem, porque I didn't see it coming. Choca-me que desabafem problemas graves porque continuam imperturbados e amenos, enfiados numa relação que só os magoa. Ou, pelo menos, é a imagem que passam quando deixam de se esforçar para passar a imagem do made in heaven... Mais de metade dos casamentos a que assisti nos últimos cinco anos acabaram. Alguns estão em crise. Os poucos que restam parecem-me bem.
Mas o que é que eu sei? Vejo-os já a caminho do Round 2 e eu ainda não me atrevi sequer a entrar no ringue para o Round 1...
Talvez por uma simples razão. Que aqui na Invicta, e de forma vernácula, se resume mais ou menos a isto:
Fod@m-me o corpo, mas não me fod@m a alma!
(créditos bad girl)
Mas o que é que eu sei? Vejo-os já a caminho do Round 2 e eu ainda não me atrevi sequer a entrar no ringue para o Round 1...
Talvez por uma simples razão. Que aqui na Invicta, e de forma vernácula, se resume mais ou menos a isto:
Fod@m-me o corpo, mas não me fod@m a alma!
(créditos bad girl)
Lembra-me de te esquecer
Às vezes tenho saudades.
Não é por mal, esqueço-me de te esquecer.
Às vezes lembro-me de ti, ao ponto de me lembrar de te esquecer.
Depois volto a lembrar-me, e já apareces fosco e vago.
Afinal, não tenho saudades.
Sinto é a falta de alguém que eu achava que eras tu.
Mas já nem me lembro desse alguém, tu forçaste-me a esquece-lo.
Agora, quando não me lembro de te esquecer e penso em ti, não passas de uma imagem vaga e longinqua daquilo que nunca foste.
Não é por mal, esqueço-me de te esquecer.
Às vezes lembro-me de ti, ao ponto de me lembrar de te esquecer.
Depois volto a lembrar-me, e já apareces fosco e vago.
Afinal, não tenho saudades.
Sinto é a falta de alguém que eu achava que eras tu.
Mas já nem me lembro desse alguém, tu forçaste-me a esquece-lo.
Agora, quando não me lembro de te esquecer e penso em ti, não passas de uma imagem vaga e longinqua daquilo que nunca foste.
Porque sim...
Não sei porquê, mas gosto de ti. Também não sei bem como, mas sei que não é da maneira certa. Se bem que, pensando bem, não há uma maneira certa de gostar de alguém, apenas se gosta ou não se gosta. E eu gosto de ti. Porque sim.
Já me fizeste muitas coisas que não perdoei a outras pessoas. Talvez por isso não goste assim tanto de ti quanto penso. Porque me magoaste, mas não me atingiste no âmago. Um dia, assim da manhã para a noite, desaparecerás da minha vida. Porque estás ausente, não será inviável isso acontecer. Um dia aparecerá outra pessoa e tu serás substituído no pequeno papel que agora ocupas no meu coração.
Apenas e só porque assim o quiseste.
Já me fizeste muitas coisas que não perdoei a outras pessoas. Talvez por isso não goste assim tanto de ti quanto penso. Porque me magoaste, mas não me atingiste no âmago. Um dia, assim da manhã para a noite, desaparecerás da minha vida. Porque estás ausente, não será inviável isso acontecer. Um dia aparecerá outra pessoa e tu serás substituído no pequeno papel que agora ocupas no meu coração.
Apenas e só porque assim o quiseste.
Hoje de manhã saí muito cedo
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.
Alberto Caeiro
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.
Alberto Caeiro
Que tipo de Pessoa preferem?
Há anos que procuro a resposta para esta questão... vocês sabem responder a isto? Muito tenho lido sobre o assunto e quanto mais leio mais a dúvida me assola! Enigmático, intelectual, profundo, circunstancial, inteligente, versátil, multifacetado... enfim, há-os de todo o género e para todos os gostos! Na impossibilidade de optar, escolho-os a todos e aqui vou deixando alguns para vocês verem como isto da poesia, não é só para 'sensíveis' ou para 'perturbados'... Sim, falo desse Pessoa... o Fernando que dizem que tem outros nomes e outras personalidades!
Tudo igual
Antecipamos.
Imaginamos como vai ser.
Viajamos entre diversas alternativas.
Vivemos em nervosos miudinhos.
Planeamos.
Voltamos a imaginar.
Ensaiamos diálogos imaginários.
Fechamos os olhos.
Esperamos que esteja tudo diferente.
Abrimos os olhos.
Tudo igual.
(créditos a bad girl)
Imaginamos como vai ser.
Viajamos entre diversas alternativas.
Vivemos em nervosos miudinhos.
Planeamos.
Voltamos a imaginar.
Ensaiamos diálogos imaginários.
Fechamos os olhos.
Esperamos que esteja tudo diferente.
Abrimos os olhos.
Tudo igual.
(créditos a bad girl)
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